"A dor é dona da sabedoria e o saber amargo. Aqueles que mais sabem, mais profundamente sofrem com a verdade fatal." - Lord Byron





segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

MALDITOS


A loucura obscurece a minha mente,
Sem poder entender a realidade que Eu
não queria,
Fujo dos corvos sinistros.
A noite,
Lar dos hediondos seres malditos que rastejam
em busca da carne apodrecida,
Incomoda-me.
Os dementes, como Eu, perdidos,
Clamam pelo desconhecido sabor da vida,
Gritam contra a violência,
Mas não escapam das chamas do inferno.
Os palhaços que escondem-se do mundo
debaixo do riso mascarado,
Choram em silêncio,
São covardes.
Abutres sobrevoam os restos do nada em que foi
Transformada a minha existência.
Carros ferozes buzinam uns contra os outros e as
sirenes anunciam o fim do mundo.
Mulheres grávidas falam de seus bebês e os
bêbados esparramam os seus vômitos pelas calçadas.
A polícia violenta os direitos de cada um, de todos nós,
Pobres consumidores de drogas,
Viciados para manter as engrenagens do sistema
funcionando,
Consumindo gente.

SONETO MELANCÓLICO


A morte observa por cima do muro,
Ouvindo pensamentos através das paredes,
Do concreto, dos dias que passam e não voltam.

A morte observa,
As flores na primavera,
As folhas que caem no outono,
Os amores perdidos
E os sonhos dos adolescentes.

Ela aprisiona cada minuto que perdemos,
de nossas vidas, deixando de vive-las.
Ela, simplesmente, não consegue perdoar.

Ela deixa as suas marcas profundas nos que ficam.
A morte observa cada palavra, cada letra deste
soneto melancólico.

Observa calada o tempo passar e o encontro
dos ponteiros,
Leva os momentos felizes, marcando o ponto final
de nossas vidas,
O The End de nossos dramas cotidianos,
Tornando cinza o arco-íris...

A MULHER MORTA (ZUMBIS)


ZUMBIS


A MULHER MORTA,
CAIDA FRIA
IMÓVEL NO CHÃO,
COM A ESPINHA TORTA,
AGORA NÃO MAIS
MULHER,
APENAS TRABALHO PARA OS COVEIROS .


DIAS E NOITES SEM DESEJOS PELA FRENTE,
AMANTES MUITO MENOS,
VIVA ONTEM,
HOJE SÓ UMA LEMBRANÇA.


A MULHER MORTA,
MORTA COMO ELES, COMO ELAS,
COMO EU E VOCÊ,
COMO TODOS NÓS,
ZUMBIS.

CIRCO DOS HORRORES



ainda, sem perceber


vacas com tetas siliconadas
se esparramam
por ai,

ídolos de barro enfeitam prateleiras
enchendo contas
bancárias,

certos programas em redes privadas fedem nas tevês,
e eu me preocupo onde
anda você.

relacionamentos @ tudo . com e bundas flácidas em promoção de
queima de estoque torram meu "saco",

neste circo de perversões
as bonecas infláveis
são as verdadeiras artistas plásticas.

governos que nada fazem, fazem tudo contra nós,
e eu ainda me preocupo
onde anda você.

nesses tempos pós - Never Mind, o Nirvana do mundo nunca esteve
tão ameaçado,
frases mortas enterradas nos jardins
esperam pelo milagre da chuva para ressuscitar,
e eu ainda, sem perceber,
me preocupo com
você.

POEMA DE INDIGNAÇÃO PELA PAZ


INDIGNAÇÃO PELA PAZ


A PAZ SÓ PODERÁ SER FEITA

POR HOMENS DE PAZ,

NÃO PELA PAZ DAS SEPULTURAS,

MAS PELO SILÊNCIO DAS BOMBAS E DOS

CANHÕES.


NÃO É A POLÍCIA SUBINDO O MORRO OU

A

PENA DE MORTE QUE JÁ

EXISTE,


É O NOSSO COMODISMO

QUE PERMITE,

É A NOSSA OMISSÃO QUE MATA.

UM POEMA DE LÁGRIMAS E SANGUE



Lágrimas e Sangue

A luz desapareceu de suas vidas,
Agora vagam sem saber aonde vão,
Suas almas se perdem no abismo da hipocrisia,
Mentiras se tornaram a realidade do seu mundo,
Crianças são transformadas pela violência,
A violência fabricada pela indiferença e pelo egoísmo dos monstros
Que os controlam (que se tornaram),
Que se alimentam da ingenuidade dos inocentes,

A luz desapareceu,
Foi engolida pelas trevas dos corações que não sentem mais nada,
Lágrimas e sangue brotam pelos caminhos,
E a dor domina os seus destinos manipulados pelas forças do
Inferno,
Criaturas observam na escuridão suas vítimas perdidas,
Gemidos escapam das prisões,
Famintos se alimentam dos cadáveres que apodrecem,
Abandonados pelos espíritos que jamais terão paz,

Suas máquinas de guerra espalham a morte,
Demônios compram tudo e a todos,
Covardes se tornam carrascos assassinando os poucos
Que se levantam,
Suas almas sofrem aprisionadas pelo desejo de mais poder,
Enquanto são tragadas pela própria violência,

Não há mais salvação!
Os caminhos escolhidos não podem ser desfeitos,
O medo brilha em seus olhares,
O fedor da morte se mistura com o vento
Que leva suas lamentações além do universo,
Lágrimas e sangue, lágrimas e sangue...

Do alto do seu trono o “mestre supremo” de todas as religiões
Abençoa a fé na ambição que rasga suas carnes expondo suas entranhas,
Que domina suas mentes, corroendo e conspirando,
Mentiras e mais mentiras, lágrimas e sangue...

Gritos não serão ouvidos,
Gargalhadas cavam sepulturas,
E assim encontram o seu fim,
Descobrirão que tudo foi em vão,
Que suas vidas foram desperdiçadas,
Pela mão da morte que não pode ser parada,
Que foram trocadas pelo sofrimento que não pode ser calado,
Manipulados pelos seus demônios se renderam a eles,
Seus crimes estão estampados em suas testas,
E a marca da besta foi gravada em suas mãos,
Assim, zumbis, escravos do mundo que criaram, se arrastam,
Sendo consumidos pela maldade que libertaram,
Fingindo que isso é felicidade.

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

CONTO Nº 1.



Brincadeira de Criança



Desde criança Luana queria conhecer o mundo. Ás vezes ficava sentada no muro da casa de seus avôs observando as nuvens e imaginava que eram grandes pedaços de algodão doce flutuantes. Tinha uns 7 anos de idade quando seus pais morreram num acidente de carro. As lembranças que tinha iam ficando confusas em sua mente com o passar do tempo.

Luana era uma criança solitária. Sempre brincava afastada das outras crianças do bairro. Ela preferia mesmo a companhia dos seus amigos invisíveis vindos de outros lugares do mundo. A sua amiga preferida era a viajante planetária Zóya qye lhe contava histórias do seu planeta de origem, Hum, situado atrás de marte escondido da ganância dos homens.

Os outros amigos invisíveis de Luana tinham poderes incríveis. Six podia voar e transformar tudo em sorvetes de uva. Gigi gostava de flores e vivia mexendo nos jardins do casarão da família de Luana.

Mas um dia mexendo numa gaveta no quarto do seu avô, Luana achou um revolver. Para ela era apenas mais um brinquedo. O que a deixou muito feliz.
Foi a partir desse dia que uma voz disse a Luana para brincar com as outras crianças da rua...

Pesquisar na web

Pedaços espalhados por aqui...

Postagens populares

Tudo Em Pedaços por Rui Amaro Gil Marques

Seguidores

Estiveram por aqui

Contador de visitas

Origem das Visitas


instrumentos de corda

O primeiro escritor que deu nome a tudo e criou o universo com as palavras.

O primeiro escritor que deu nome a tudo e criou o universo com as palavras.
Thoth (Djehuty), deus das escrituras, guardião do Olho de Hórus, criador das palavras, escriba dos deuses e grande escritor do universo.

O Olho de Hórus, o que tudo e a todos vê.